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domingo, 7 de agosto de 2011

Os papéis do Papel. Post-4 Papéis para registro gráfico.

              É pelo desenho que eu inicio esta exploração sobre os muitos papeis que o papel pode assumir neste contexto. Aqui não falo somente do desenho de desenhistas, arquitetos ou artistas plásticos; refiro-me também aos rabiscos e desenhos infantis, que todos nós fizemos quando criança e em todo o nosso desenvolvimento até aqui. Vocês já pararam pra pensar que um dia desenharam? Ainda desenham? Ainda se lembram? Muitas vezes com o passar dos anos nos esquecemos disto, junto com outras lembranças, doces ou amargas, alegres ou tristes, aconchegantes ou muito duras. Num encontro de arteterapia uma das possibilidades terapêutica é o desenho e lá está o papel. Porém a sua utilização como suporte para o desenho revela o primeiro de seus muitos papéis. Este por sua vez refere-se à expressão humana que ele revela e é sobre isto que vamos nos debruçar.
Para obter melhores resultados é necessário que nós conheçamos um pouco sobre as qualidades do material. Existem muitos tipos de papel e sendo todos formam uma superfície, todos se prestam ao desenho. É certo que quanto mais liso, menos aderência o mesmo terá ao material riscante; sendo do tipo grafite, lapiz-de-cor, canetinhas, giz de cera giz pastel e bastões de carvão ou pontas secas; principalmente se este papel for encerado, laminado ou plastificado. Algumas empresas disponibilizam muitas informações bastante específicas sobre cada tipo de papel e suas aplicações, porém na maioria tratam da aplicação para a industria. Duas das que encontrei são:
Devemos ter em conta que os papéis para o desenho mais utilizados são o sulfite, o vergê e o canson a partir de 75g/m²,reciclado ou clareado, pois rasgam e amassam com menos facilidade. Já a cor depende de nossa proposta, se for integrativa, disponibilizaremos papéis de formato e cor igual para todo o grupo. Já se for trabalhar as diferenças ou qualidades individuais, quanto mais variado em tamanho e cores melhor. Ao buscar exemplos convido você a observar alguns desenhos que resultaram de outro trabalho realizado anteriormente durante a especialização em arteterapia - Arteterapia com militares: um recurso terapêutico na redução do stress[1] - para buscar nele alguns exemplos de como trabalhamos com o desenho em arteterapia. Para começar é preciso estar aberto, para perceber aquilo que está a nossa frente, tudo é importante: 
  • A folha escolhida: quando queremos conhecer um grupo, uma boa opção é oferecer o papel em vários formatos e tamanhos, a escolha de um ou outro modelo com certeza será reflexo de uma condição interior.  
  • distribuição do desenho;
  • força da expressão;
  • os espaços vazios;
  • as cores; e a relação que é estabelecida entre o papel e o desenhista...











No próximo post (5), vamos nos deter um pouco sobre algumas técnicas de desenho, gravura e frotagem. Para saber mais sobre as possibilidades do desenho sugiro alguns autores como: Arnhem, Bergere, DerdiK; por serem referência na leitura visual.

ARNHEIM, Rudolf. Arte e Percepção Visual. São Paulo - SP. EDUSP. 1980.
BERGER, John. Modos de Ver. Lisboa. Edições 70. 1987.
DERDIK, Edith. Formas de Pensar o Desenho. São Paulo: Ed. Scipione,
BARRETO,Eliane. Arteterapia com militares: um recurso terapêutico na redução do stress.O Cuidador-revista dos cuidadores. Porto Alegre. 2009www.ocuidador.com.br/2009/04/o-cuidador-3-revista-dos-cuidadores.html



[1] Barreto, Eliane. Arteterapia com militares: um recurso terapêutico na redução do stress  O Cuidador-revista dos cuidadores. Porto Alegre. 2009www.ocuidador.com.br/2009/04/o-cuidador-3-revista-dos-cuidadores.html

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