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sábado, 12 de setembro de 2009

Estar doente não é pré-requisito para fazer-se Arteterapia!

"Complementares e numerosos no tratamento dos doentes mentais, os benefícios da arteterapia se estendem às pessoas sãs. Por meio de desenhos ou expressões corporais, os pacientes falam de si, o que fornece informações ao médico e ao próprio paciente. Para casos menos graves, como estresse ou certos níveis de depressão, as sessões podem ser o tratamento principal, dependendo da formação do arteterapeuta.

Tão importante quanto os frutos dessas oficinas, como aumento da auto-estima e reinserção social, é o próprio processo criativo. Ele é o sinal de um cérebro saudável.

– Qualquer atividade criativa desenvolve novas áreas neuronais e pode estimular aquelas lesionadas – explica a arteterapeuta Marilice Costi, que dá aulas em Porto Alegre.

Cada vez mais, pessoas procuram por conta própria as sessões de arteterapia, sem encaminhamento médico, em busca de qualidade de vida, uma conseqüência do autoconhecimento proporcionado pelas aulas. A presidente da Associação Brasileira de Arteterapia, Joya Eliezer, atribui essa difusão da técnica ao ritmo acelerado da vida moderna. O próprio termo, para Joya, é um chamariz. São poucas as pessoas que não gostam de trabalhar com as artes, afirma.

Não é necessário ter habilidade ou experiência na técnica. O importante, observa Marilice, é a liberdade de expressão, sem rigor estético. Do teatro à escrita, existem diversas linguagens com enfoque terapêutico.

No Brasil, as artes plásticas são as mais difundidas, mas, recentemente, novidades como a biblioterapia – que estimula a leitura e a escrita – estão ganhando espaço no tratamento. Para Joya, não existe uma oficina certa para cada tipo de doença, depende do gosto e da habilidade do paciente. Por isso, ela defende que o arteterapeuta tenha formação múltipla.

A arteterapeuta e doutora em psicologia clínica explica que a diferença entre uma aula de dança ou pintura para as oficinas de arteterapia está na formação do profissional:

– O oficineiro não faz o gancho de tudo aquilo que o aluno expressa nas aulas com a sua vida, como faz o arteterapeuta.

Nos casos em que as oficinas são complementares ao tratamento medicamentoso, a arteterapeuta Maria Helena Piccinini, dona de um ateliê e voluntária no Projeto Vivendo e Reaprendendo, do Centro de Prevenção e Intervenção em Psicoses, chama a atenção para a necessidade de haver diálogo com o médico ou psicólogo que encaminha o paciente para as oficinas. Essa troca vem sendo exitosa em escolas de São Paulo, com o enfoque na prevenção de problemas que, muitas vezes, passam despercebidos aos professores.

Na Capital, a arteterapeuta Maria Helena também percebe crescimento no número de pessoas sadias e de todas as idades na descoberta da técnica. Ela defende a arteterapia em um contexto no qual as palavras não dão conta das manifestações emocionais.

– As sessões permitem o conhecimento de si e dos outros, elevam a auto-estima, permitem lidar com experiências traumáticas, e, acima de tudo, desfrutar do prazer vitalizador do fazer artístico. Sessões de arteterapia estimulam o autoconhecimento e não requerem a indicação de um médico." http://zerohora.clicrbs.com.br

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Casais Gravemente Disfuncionais?

Associação Gaúcha de Terapia Familiar

AGATEF - 15 ANOS

PROMOVE: VII EnAGATEF - Encontro Gaúcho de Terapia Familiar

Workshop Internacional com JAN BOUT – “ DOMESTICANDO O MONSTRO”

Terapia Intensiva com Casais Gravemente Disfuncionais.

(inglês com tradução simultânea)

Jan Bout e seus colegas na Holanda desenvolveram, ao longo de 17 anos, um trabalho de sucesso com 130 casais gravemente disfuncionais, em hospital e ambulatório. Hoje trabalha com uma equipe multidisciplinar, utilizando uma abordagem que integra a terapia familiar sistêmica, a psicoterapia centrada no cliente, a psicoterapia breve de orientação psicodinâmica e a grupoterapia familiar. Seu trabalho está descrito no artigo The monster in between, publicado em agosto de 2008 no Journal of Family Psychotherapy.

Data: 18 e 19 setembro

Local: Auditório do Banco Central

Rua Sete de Setembro, 586, Centro, Porto Alegre.

Inscrições: AGATEF - Fone (51) 3395-5222

e nas instituições apoiadoras: DOMUS; CAIF;CEFI;CLIP;INFAPA;UFRGS

email: agatef@uol.com.br

site: www.agatef.com.br