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terça-feira, 28 de julho de 2009

Foi uma linda jornada... Até a próxima!

Sexta-feira dia 24 de julho, estivemos reunidas no atelier de Angélica Shigihara... lá aconteceu uma Jornada de Arteterapia muito especial, então resolvi publicar algumas anotações feitas durante o decorrer do dia, oficina após outra: Tecelagem, Fabrico de Velas e Batik...


... ao ver a lã pura ainda em flocos leves e soltos, logo olhei para cima recordando-me das nuvens minhas companheiras de sonho e criação... Cardar e fiar até ter uma linha que dá forma e direção aos sonhos, verdadeira processo meditativo que esvazia nossa cabeça atribulada, de pensamentos... lã, fio, urdidura, trama, doce vida a passar entre os dedos e construir nossas paisagens... tecer um céu, um sol, nuvens brancas e pouco a pouco deixar entrar o verde, o vermelho e tudo mais que a roda gira, roda, roda...

... do sol o fogo encontrando a cera agora ergue o fio e constrói o eixo ligando a terra ao céu até tocar o sol, acender a chama... o sol aquece, o fogo queima, o fio conduz, a cera constrói a roda gira e tudo se transforma... roda, roda, roda... como um caracol...

Transitando entre as moiras nos conectamos com nossas avós, mães, índias fiandeiras...

...e com nossas crianças e adolescentes quando vazamos a cera quente sobre o fio tecido e nele fizemos desenhos e pintamos nossas cores... e tecemos juntas uma teia de cumplicidade e crescimento interior. Assim foi a Jornada de Arteterapia percebida por mim assim, e cada uma das mulheres que esteve lá teve um processo único porém compartilhado, obrigada Margret, Angélica e Betânia!

Eliane Barreto 25-07-2009.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Jornada de criatividade, arte e arteterapia!!!

Serviço:

Quando:Sexta feira da próxima semana, dia 24 de Julho.
Onde: Casimiro de Abreu 662 - Porto Alegre

Horário:
das 8:30 as 12:30
das 14:00 as 18:00
das 18:30 as 20:30

Materiais necessários:
- Inclusos no valor da inscrição.

Sugestão, quem quiser pode levar:
- contas, argolas, caracóis ou qualquer objeto para enfiar...
- restos de lãs e/ou um novelo para a tecelagem.
- giz de cera velho.

Vagas limitadas!

INFORMAÇÕES:
angeshigihara@yahoo.com.br
Fone: 51-92514121

Serão trabalhados desde a fiação de lãs até a criação de velas originais... Passando pelo batik e o tear...

Descobrindo o potencial arteterapêutico de fazeres artesanais, quase artísticos... Sempre terapêuticos....

Uma jornada na qual, as trocas e descobertas podem dar lugar ao crescimento e transformação...

Lãs, cera, fogo, tecidos, cores...

transparências da água,

calor do fogo,

pigmentos da terra...

fiando lã...

criando velas...

tingindo telas,

acalentando a alma,

transformando emoções,

abrindo possibilidades,

compartilhando descobertas...

tramando e tecendo nossas histórias...

domingo, 19 de julho de 2009

Jornada de criatividade, arte e arteterapia - Espaço de trocas e descobertas!

Serão trabalhados desde a fiação de lãs até a criação de velas originais... Passando pelo batik e o tear...

Descobrindo o potencial arteterapêutico de fazeres artesanais, quase artísticos... Sempre terapêuticos....

Uma jornada na qual, as trocas e descobertas podem dar lugar ao crescimento e transformação...

Sexta feira da próxima semana, dia 24 de Julho:

Lãs, cera, fogo, tecidos, cores...

transparências da água,

calor do fogo,

pigmentos da terra...

fiando lã...

criando velas...

tingindo telas,

acalentando a alma,

transformando emoções,

abrindo possibilidades,

compartilhando descobertas...

tramando e tecendo nossas histórias.

Maria de Betânia Paes Norgren. Psicóloga e Arteterapeuta. AATESP: 005/1203


Profissionais:

Maria de Betânia Paes Norgren. Psicóloga e Arteterapeuta. AATESP: 005/1203

Angélica Shigihara de Lima. Professora e arteterapeuta. AATERGS: 001/0603

Margret Sphor. Artesã com formação em arteterapia. AATERGS : 070/0808

sábado, 18 de julho de 2009

Teatro fórum - Para Atores e não Atores

Será uma oficina com 20 horas de duração onde são experimentados jogos e exercícios teatrais do Teatro do Oprimido. Os participantes da oficina montarão um teatro-fórum baseado em algumas experiências que viveram de opressão, essa peça-fórum poderá ser levada a público se for vontade dos participantes. E o espect-ator poderá intervir nos rumos dessa história, porque no teatro-fórum é assim, você assiste à peça e no final pode interferir na história tentando solucionar os conflitos.

Teatro do Oprimido:

Método estético que sistematiza exercícios, jogos e técnicas teatrais que objetivam a desmecanização física e intelectual de seus praticantes, e a democratização do teatro. Cria também condições práticas para que o oprimido se aproprie dos meios de produzir teatro e assim amplie suas possibilidades de expressão. Além de estabelecer uma comunicação direta, ativa e propositiva entre espectadores e atores.

Idealizado e estruturado pelo teatrólogo Augusto Boal, o Teatro do Oprimido procura redimensionar o teatro, tornando-o um meio eficaz na compreensão e na busca de alternativas para problemas pessoais e interpessoais. Suas vertentes pedagógicas, sociais, culturais, políticas e terapêuticas se propõem a transformar o espectador (ser passivo no fenômeno teatral) em protagonista da ação dramática (sujeito, criador, transformador), estimulando-o a refletir sobre o passado, transformar a realidade no presente e inventar o futuro; onde através de uma prática artística, social e política, o individuo readquire condições de reflexivamente, descobrir-se e conquistar-se como sujeito de sua própria destinação histórica. ( www.ctorio.org.br )

Serviço:

O que: Oficina de Teatro-Fórum

Duração: 20 horas (oito encontros)

Ministrante: Celso Veluza

Quando: 05 a 28 de Agosto (quartas e sextas)

Horário: Das 19h às 21:30h

Onde: Centro Cultural Usina do Gasômetro (Avenida Presidente João Goulart, 551 - Porto Alegre - Sala 502).

Valor: R$ 80,00

Inscrições: 9161.5014 ou celso.veluza@gmail.com

Fotos: Celso Veluza

Realização: NETO – Núcleo de Estudos do Teatro do Oprimido

Contatos: celso.veluza@gmail.com e 9161.5014 – Porto Alegre

Blog: www.teatro-do-oprimido.blogspot.com

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Pintor cego usa arte para combater epilepsia nos EUA

Os rostos das pinturas de John Bramblitt espreitam para fora de suas telas como confusos devaneios – aparições que tornam ainda mais impressionante o fato de que o artista é cego.

Bramblitt, de 37 anos, perdeu sua visão gradualmente ao longo de 20 anos, ficando completamente cego em 2001. A causa exata não ficou clara, mas Bramblitt, que vive em Dallas, suspeita ter sido resultado de ataques que começaram quando ele tinha apenas dois anos de idade, levando a um diagnóstico de epilepsia.

À medida que ficava mais velho, os ataques se tornaram cada vez mais frequentes e mudaram de característica – antes causavam contrações violentas e perda de consciência e passaram a ser parciais, no qual o paciente permanece consciente, mas não consegue funcionar por alguns momentos.

"Havia meses em que eu tinha tantos ataques que até perdia a conta", disse Branblitt numa entrevista.

Visão embaçada

De início, sua visão ficava embaçada, mas acabava clareando. Com o tempo, entretanto, ela clareava cada vez menos após cada episódio, até que ele não podia mais enxergar.

Alan Ettinger, vice-diretor de neurologia do Centro Médico Judeu de Long Island, disse nunca ter tido um paciente que ficou cego por causa da epilepsia. "Se existe alguma relação, ela é extraordinariamente incomum", disse. Ainda assim, ele acrescentou que, se os ataques pudessem estar relacionados a uma diminuição no fluxo de sangue para o cérebro, isso poderia afetar os centros visuais.

Bramblitt diz que, ao começar a perder a visão, seu objetivo imediato foi tirar o máximo de sua situação, em parte pelo custo de se consultar com diversos neurologistas.

"O foco era tentar reter o máximo de visão que eu conseguisse", diz ele. "Quando ela se foi, o foco mudou para tentar me adaptar."

Bramblitt continuou frequentando aulas na Universidade do Norte do Texas enquanto sua condição permitia, e acabou se formando em Inglês. Porém, entrou em depressão. Durante toda a vida ele adorava desenhar e escrever, e a cegueira lhe havia furtado seus escapes criativos. "Eu tinha de aprender uma nova forma de escrever", disse ele. "Desenhar parecia simplesmente algo tolo. A ideia de um cego desenhando não fazia nenhum sentido."

Outra frustração desenvolvida com o tempo foi a sensação de Bramblitt de que sua família não conseguia entender como ele "via" o mundo, apesar de sua cegueira.

"Eu perdi menos minha visão do que minha liberdade", disse ele. "Estava preso em minha própria cabeça."

Reaprendendo

Determinado a recuperar sua visão de alguma maneira, Bramblitt apanhou uma garrafa de cola branca e começou a desenhar linhas que ele pudesse sentir com seus dedos, assim que a cola secava. Ele logo trocou para um produto de pintura que secava mais rapidamente, e aprendeu a distinguir entre diferentes tons de tinta a óleo com base em textura e viscosidade.

"Somente depois de perder a visão me tornei corajoso o suficiente para fracassar", disse ele. "Mesmo se as pinturas não ficassem bonitas, eu não precisava vê-las."

As pinturas, que antes demoravam 14 horas para ficarem prontas, chegavam com mais rapidez. Com aumento de concentração e foco, sua obra se tornou mais ousada e vívida – uma forma de mostrar aos outros as cores e formas que ele agora percebia.

Embora não esteja claro se a epilepsia de Bramblitt causou sua cegueira, ao que parece, a cegueira melhorou sua epilepsia.

Muitos epiléticos percebem auras antes do início de um ataque. Essas auras podem assumir a forma de um gosto amargo na boca, enxergar cores brilhantes ou sentir um odor que não está lá. Para Bramblitt, o foco exigido para o trabalho em suas pinturas permitiu que ele começasse a perceber suas auras – um cheiro como o de pipocas queimadas – muito antes do ataque. Isso lhe dava a chance de se sentar e relaxar, tornando os ataques menos intensos.

Com o tempo, os ataques ficaram menos frequentes e melhoraram, até que Bramblitt deixou de tomar medicamentos anti-ataque. Ele atribui sua melhora à arte: pintar lhe ensinou a viver o momento, diz ele, e a manter a calma em situações estressantes.

"Não defendo que as pessoas larguem seus remédios para ataques epiléticos", diz ele, "a menos que seja uma coisa boa para elas."

Algumas das pinturas de Bramblitt estão expostas em pequenas galerias de Salt Lake City e Pittsburgh. Seu trabalho mais recente inclui letras de músicas escritas em braile em meio às cores e rostos de suas telas, através das quais ele convida os espectadores (incluindo aqueles que não são cegos) a tocar e sentir.

Juntamente com o sucesso, veio uma tranquila confiança e aceitação. "Eu não me vejo como uma pessoa cega ou epilética", diz Bramblitt. "Isso é apenas mais um aspecto de quem eu sou."

Ele pode nunca mais recuperar a visão, mas não enxerga mais sua cegueira como uma deficiência. "Hoje, a vida para mim é muito mais colorida do que jamais foi."

Fonte:http://www.fundep.ufmg.br/homepage/noticias.asp?cod=6697