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quarta-feira, 29 de abril de 2009

Não torça o nariz para a Criança que você é!!!

Estava lendo um trabalho excelente da Liane Alves, publicado na revista Vida Simples e me surpreendi com a franqueza de seu depoimento ao falar de seus pensamentos sobre um aspecto que é tão importante para a nossa saúde emocional, ela escreve assim:

“Você, como eu, também torcia o nariz quando ouvia falar da criança interior? E de como era importante expressá-la no dia-a-dia? Irônica, cheguei até a imaginar a cena: as crianças interiores do adulto saindo para fora das pessoas com estilingue no bolso ou com o coelho da Mônica pela mão, prontas para atingir o primeiro desavisado que aparecesse. Por isso, quando alguém vinha com essa conversa, assobiava, olhava para os lados e saltava fora. Até que um dia resolvi me aprofundar no assunto.”

Mas ao mesmo tempo pensei que seria ingênuo imaginar que todos ficaríamos felizes e satisfeitos de evocar nosso aspecto mais paradoxo. Esta que é a nossa maior força de transformação e de prazer, é também uma parte tão frágil que precisa de constante proteção e nutrição adequada, para que não acabe debilitada.

A medida que nós crescemos em autoconhecimento, passamos a desconfiar do porquê de reagirmos às vezes da mesma maneira como nos comportávamos quando éramos crianças pequenas... Choramos ao perder uma discussão, provocamos o riso para chamar a atenção, ficamos com febre para recebermos mais cuidados, ficamos ansiosos ao esperar alguma coisa especial a ponto de vivenciar um verdadeiro tormento...

Infelizmente muito raramente experimentamos aquelas sensações de felicidade plena mais comuns na infância, onde perdemos a noção do tempo e parece que flutuamos entre sonhos e sensações maravilhosas, assim como nos sentíamos quando desenhávamos despreocupadamente deitadas no chão de barriga para baixo... Quando subíamos em uma árvore para olhar ao longe ou comer uma fruta gostosa... quando brincávamos de dirigir um veículo poderoso, ou uma nave! Quem sabe o poder mágico de transformar pequenas pedrinhas ou ossinhos em um rebanho de animais ou personagens de uma fábula! Piaget já afirmava que no processo de construção do conhecimento a criança é sempre convidada a acomodar e o brincar propicia a assimilação com o menor esforço de acomodação. Fato é que esta nossa criança está aqui e agora em algum lugar dentro de nós, porque não darmos a atenção que ela nos solicita?

A Arteterapia com seus recursos para intervenção terapêutica através das técnicas expressivas, entrega os pincéis a quem de fato pertencem, e junto com a pessoa que busca este trabalho, vai ao encontro das respostas que as vezes ”sem querer a sua criança escondeu”. Através destas atividades de construção, desconstrução e reinvenção, damos a nós mesmos uma chance de encontrar dentro de nós novas formas de viver o cotidiano e sermos mais felizes!


Quem quiser pode dar um pulinho nesta página e ler o texto da Liane Alves na integra, vale a pena! Boa leitura!

http://vidasimples.abril.com.br/edicoes/069/grandes_temas/conteudo_290075.shtml

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