Entre para este grupo!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Baixa Visão? Oque fazer?

Abaixo coloco pra vocês uma entrevista que tira muitas dúvidas sobre a baixa visão, suas causas, tipos e tratamentos. Foi feita, pelo Doutor Dráuzio Varella, com a Dra. Maria Aparecida Haddad, que é coordenadora clínica do Instituto Laramara.


Dra. Maria Aparecida Haddad é coordenadora clínica do Instituto Laramara, da Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual e colaboradora do Ambulatório de Visão Subnormal do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. Cegueira e baixa visão
Drauzio – Como se estabelece a diferença entre cegueira e baixa visão?
M. Aparecida Haddad – Quando abordamos a deficiência visual, consideramos a criança ou o adulto cegos ou com baixa visão. Qualquer que seja a idade, a pessoa é cega quando não tem percepção de luz. Para ela tudo é escuro. Para classificar a baixa visão, utilizamos a escala numérica da medida da acuidade visual. Lembrando que a visão normal é 20/20, a baixa visão vai de 20/60 até a falta de percepção de luz.

Drauzio – Pode-se dizer que, teoricamente, tem deficiência de visão a pessoa que enxerga três vezes menos do que o normal?
M. Aparecida Haddad – Enxerga no mínimo três vezes menos do que a pessoa normal. É importante lembrar que as medidas de acuidade visual indicam a deficiência quando a pessoa apresenta alteração mesmo depois do tratamento clínico ou cirúrgico para a doença ocular de base e o uso dos óculos adequados. Não fosse assim, seria considerada com baixa visão a pessoa que tivesse oito graus de miopia, o que não é verdade. Portanto, essa classificação só cabe quando o paciente passou por todos os tratamentos possíveis para a doença ocular de base e já foram tentados todos os recursos óticos disponíveis para melhorar a visão.

Drauzio – Quais são os parâmetros para estabelecer o critério de baixa visão e cegueira?
M. Aparecida Haddad - Falar de baixa visão é diferente de falar em cegueira. Na cegueira, existe um padrão único de resposta, ou seja, a pessoa não enxerga nada. Para entender o que se chama de baixa visão, de acordo com a classificação da Dra. Faye da Universidade de Nova Iorque, há três padrões diferentes.
Primeiro: a pessoa pode ter uma alteração da transparência dos meios óticos, ou seja, as estruturas que são transparentes podem perder a transparência. Por exemplo: a perda da transparência do cristalino por causa de uma catarata não operada ou uma cicatriz na córnea.
Segundo: cicatriz na região central da retina, na mácula ou fóvea para onde converge a imagem, pode provocar um defeito no campo visual que obriga a pessoa a posicionar a cabeça e o olhar de tal modo que a visão seja jogada na área da retina que permanece viável.
Terceiro: fechamento do campo visual por doenças oculares, como o glaucoma ou a retinose pigmentar. Nesse caso, a pessoa vai perdendo o campo periférico até que só lhe resta a visão em tubo. Como conseqüência, perde a orientação espacial e precisa realizar uma varredura maior no ambiente para reconhecê-lo e localizar-se.
O critério de baixa visão segue esses três padrões de resposta, que são diferenciados, porque dependem da alteração da acuidade visual ou de outras funções como sensibilidade ao contraste, percepção das cores e intolerância à luminosidade.

Drauzio – O que se deve fazer quando se diagnostica deficiência visual importante numa criança?
M. Aparecida Haddad – Quando o oftalmologista detecta deficiência visual numa criança, deve encaminhá-la a serviços especializados para ser submetida a uma avaliação. Por meio de testes, serão analisadas todas as suas funções visuais a fim de compreender como essa criança está enxergando. Saber isso é importante porque, no processo de reabilitação visual, esse dado será transmitido aos profissionais da área de educação que vão dar apoio à inclusão da criança com baixa visão na escola comum. O professor precisa saber como exatamente a criança enxerga para fazer alterações no ambiente e no material de modo a favorecer o melhor desempenho visual possível.

Drauzio – Como é o encaminhamento dos adultos com deficiência visual importante?
M. Aparecida Haddad – Os adultos também são encaminhados para avaliação a fim de estudar-lhes a função visual e compreender como estão enxergando. Tanto na criança em idade escolar como no adulto, considera-se sempre a possibilidade de melhorar a visão por meio de recursos especiais. Os mais utilizados são os óculos adaptados com adições fortes para ampliar a imagem retiniana. Porém, se essa imagem aumenta quando a pessoa aproxima um texto ou objeto do olho, o foco fica prejudicado pela distância reduzida e são necessárias lentes positivas especiais para recuperar o foco a imagem não ficar borrada. Esse distúrbio é freqüente nos idosos que já não têm mais a capacidade acomodativa de foco. Na criança, que tem essa capacidade a curta distância, os resultados costumam ser melhores. Existem outros recursos como as lupas manuais ou de apoio e os sistemas telescópios que aumentam a imagem na retina. Utilizando maior número de fotorreceptores, esses recursos aumentam também a informação que vai para o cérebro, o que melhora a resolução visual.

Drauzio – Muitas mães acham que o uso do computador pode comprometer a visão da criança. Tem procedência essa preocupação?
M. Aparecida Haddad – Não tem e também não faz mal sentar perto da tela da televisão. Acontece, porém, que, quando mantemos um longo período de trabalho diante do computador, estamos nos valendo de uma visão muito próxima que demanda maior esforço visual. É diferente de olhar para o infinito. Pousados no infinito, nossos olhos estão em repouso. Por isso, pessoas que usam o computador o dia inteiro, com certeza terão cansaço visual maior. A recomendação é que intercalem períodos de trabalho com períodos breves de repouso. Olhar para o horizonte, por exemplo, é boa sugestão. Outro fato importante a considerar é que, concentrados no trabalho, piscamos menos, a lubrificação do globo ocular diminuiu e o olho fica mais ressecado. Portanto, diante do computador, precisamos lembrar de piscar ou, então, de fazer uso de lágrimas artificiais para manter os olhos úmidos.

Drauzio – Que conselhos você dá para quem quer manter boa visão pela vida toda?
M. Aparecida Haddad – Mesmo que não tenha nenhum problema de visão, a pessoa deve fazer uma avaliação oftalmológica por ano. Se aparecer alguma alteração ocular, como vermelhidão nos olhos ou leve embaçamento, o oftalmologista deve ser consultado. Pingar colírios nos olhos sem a indicação de um profissional médico é absolutamente contra-indicado. Muitos colírios provocam efeitos colaterais graves. Os que contêm corticóides podem aumentar a pressão intra-ocular ou provocar quadros de glaucoma e catarata. Outro conselho é que os pais levem em consideração as queixas visuais das crianças, como dor de cabeça, baixo rendimento escolar ou aproximação exagerada do aparelho enquanto assiste à televisão. Muitas vezes, é possível observar a resposta visual de uma criança com um simples tampão. Cobre-se um olho e pede-se para que realize alguma atividade. Repete-se a operação com o outro e compara-se o desempenho dos dois olhos separadamente. Essa estratégia ajuda a verificar como a criança enxerga com cada olho.
Site: www.laramara.com.br

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Eu Amo Teatro!!!


Oficina de Teatro

Fórum

Para Atores e Não-Atores

 

Oficina com 20 horas de duração onde são experimentados jogos e exercícios teatrais do Método do Teatro do Oprimido, criado por Augusto Boal. Os participantes da oficina montarão um teatro-fórum baseado em algumas experiências que viveram ou presenciaram de opressão, essa peça-fórum poderá ser levada a público  se for vontade dos participantes. E o espect-ator poderá intervir nos rumos dessa história, porque no teatro-fórum é assim, você assiste à peça e no final pode interferir na história tentando solucionar os conflitos.

  "Divulgar o método do Teatro do Oprimido, criado pelo teatrólogo Augusto Boal, é a proposta do  diretor de Teatro, Celso Veluza com a oficina de Teatro Fórum - Modulo I.".

A atividade faz parte da programação do projeto Usina das Artes, desenvolvido pela Secretaria Municipal da Cultura.

Veluza pretende desenvolver as técnicas do Teatro-Fórum através de exercícios e jogos, expressão corporal, improvisação, dramaturgia, interpretação e fundamentos de história.

Divulgue a idéia! Participe!


O que: Oficina de Teatro-Fórum

Duração: 20 horas

Oficineiro: Celso Veluza

Quando: De 13 de Janeiro à 05 de Fevereiro (terças e quintas)

Horário: Das 19h às 21:30h

Onde: Centro Cultural Usina do Gasômetro (Avenida Presidente João Goulart, 551 - Porto Alegre - Sala 504).

Inscrições: 9161.5014, 3019.0857 ou celso.veluza@gmail.com

Fotos: Celso Veluza

Produção: NETO-Núcleo de Estudos do Teatro do Oprimido e Cia. A Hora do Anjo.

www.teatro-do-oprimido.blogspot.com  

www.veluza.multiply.com

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

CRIANÇA NO HOSPITAL ? Arteterapia pode ajudar!!!

Adorei o trabalho da Ana Claudia, que tive oportunidade de conhecer pessoalmente em novembro passado durante o congresso de arteterapia. Por isso resolvi compartilhar um fragmento do seu texto sobre o trabalho com arteterapia para crianças em um contexto hospitalar...

Acompanhamento Escolar

"Toda criança, especialmente às que vão ser submetidas a um processo cirúrgico, tem a necessidade de se expressar, de criar, de estabelecer relações com o mundo. E a utilização da arteterapia favorece a criança nestes aspectos, além de afastá-la do desagradável, da dor, da ansiedade, da monotonia, propiciando a exteriorização de impulsos agressivos, medos e temores; transformando seus significados. Ademais, a arteterapia motiva a criança para exercitar sua criatividade de forma natural.

A arteterapia, então, oferece oportunidades que levam a criança a aceitar com mais naturalidade as situações indesejáveis, auxiliando-a a se adaptar melhor às rotinas hospitalares do pré-operatório e a restabelecer o equilíbrio emocional.

Ao trabalhar com as modalidades expressivas (desenho, pintura, modelagem, dramatização entre outras) gera um processo de organização do real e de sua criação, sendo, ao mesmo tempo, algo estruturante e expressivo, implicando na transformação de significados.

O processo arteterapêutico inicia-se com um contrato de trabalho, para determinar as condições de funcionamento, como cronograma a ser agendado com a pessoa (período, dia, horário etc); quais as modalidades de atendimento  a serem trabalhados (individual ou grupal); e esclarecimento de dúvidas sobre o processo em si.

Posteriormente, faz-se o atendimento inicial: iniciando-se as sessões com atividades de aquecimento libertadoras de tensões com o intuito de criar um clima permissivo e alegre, através de atividades de relaxamento, técnicas de respiração adequadas, meditação, movimentos corporais espontâneos e conscientes, improvisação sonora, imaginação ativa ou de jogos e brincadeiras.

Nos atendimentos, durante as sessões, são trabalhadas as modalidades artísticas. Cada modalidade tem propriedades terapêuticas inerentes e específicas e cabe ao profissional da arteterapia construir um repertório de informações adequadas a cada uma.

Não existe um roteiro pré-definido de atividades em arteterapia para as crianças no período pré-operatório, pois, as atividades vão se adequar conforme as necessidades, os interesses, o nível de desenvolvimento e quadros clínicos a serem atendidos.

No final de cada sessão, faz-se um fechamento e avaliação da mesma pelo compartilhar dos sentimentos, trabalhando-se as funções do pensamento, das emoções e da percepção individual, do outro e do grupo".

VALLADARES, Ana Cláudia Afonso - Manejo arteterapêutico no pré-operatório em pediatria. Revista Eletrônica de Enfermagem, v. 06, n. 01, 2004. Disponível em www.fen.ufg.br

domingo, 4 de janeiro de 2009

Instituto de Gestalt Terapia do Rio de Janeiro

"Para Wanderley (2002), psiquiatra e artista plástico, a arte é um caminho que estreita a relação entre a loucura e a saúde através da criatividade. Criatividade é entendida por ele como o movimento contra a repetição e a estereotipia; um ato que amplia as possibilidades do sujeito apresentando-o a uma nova modalidade de apreensão do mundo por meio da ampliação do contato afetivo com a realidade. Em Gestalt-Terapia a criatividade se apresenta como algo inerente ao ser humano, está intrinsecamente conectada aos processos de vida. Possibilita ao sujeito experimentar novas formas de se relacionar.

Wanderley dedica sua prática aos sujeitos psicóticos. Utiliza-se dos Objetos Relacionais, obras originadas do trabalho de Lygia Clark. Esta última percebeu que em contato com o corpo do sujeito, na relação corpo/espaço/objeto/ambiente estes Objetos deixavam de ser vários e ganhavam unidade. Objetos Relacionais são objetos que auxiliam no tratamento de pessoas sofrentes em situações-limite. Como exemplos de Objetos Relacionais têm-se: Almofada leve-pesada – pequena almofada com uma costura no meio, dividindo-a em uma parte leve (recheada de bolinhas de isopor) e outra pesada (recheada com areia de praia); Objeto pedra e ar – um saco plástico inflado com uma pedra em um de seus vértices; Pequena lanterna – a lanterna é usada para esquentar os lábios das pessoas através da luz; entre outros.

Tomando como ponto de partida o corpo, por estar neste a experiência do sofrimento psicótico e através do contato com os objetos no corpo desses indivíduos, é possível experimentar sensações que os conduzem a um processo íntimo e transformador. “[...] na experiência psicótica, o desmembramento do corpo de alguém cria um vazio que impede que este corpo seja vivido. Ao mesmo tempo, este vazio é um espaço potencial, criador de novas referências individuais” (idem, ibidem: 70).

Wanderley (2002) aponta que a presença da arte, como os ateliês de pintura e escultura, oficinas de dança, literatura, música, entre outros, nas instituições psiquiátricas, facilita a expressão criativa do sujeito e pela qual os doentes podem recorrer como uma forma de se comunicar com o mundo e de se reestruturarem internamente. (Ciornai, 2004): “O instante da atividade artística, como um estado alterado de consciência, ajuda a pessoa a focalizar seu mundo interno, adentrando um canal mais intuitivo e mágico, onde nos surpreendemos com nossas próprias imagens e com os significados que nelas encontramos” (p.80). Por relaxar as defesas do sujeito e permiti-lo contatar, sentir, elaborar de uma outra forma que não lhe seja ameaçadora, a arte possibilita a quem dela se utiliza exprimir sentimentos nunca antes vivenciados, seu ser mais profundo e autêntico, segundo Ciornai (2004). Seja qual for a experiência artística, o caminho pelo qual somos conduzidos é o da descoberta interior.

Konstantin Stanislavski

Stanislavski (2002), teatrólogo e estudioso do teatro realista/clássico, fala do processo criador na construção e interpretação do personagem, pelo ator. Interpretação num sentido fenomenológico existencial refere-se ao vívido vivido, segundo Fonseca (2005). Ao desdobramento das possibilidades da compreensão. E compreensão é consciência pré-reflexiva, vivência. As várias formas de expressão que o sujeito tem como possibilidades de se expressar genuína e existencialmente, como uma demonstração do seu ser-artista."

Texto extraído da Revista do Instituto de Gestalt-Terapia e Atendimento Familiar

O IGT estará abrindo nova turma de pós-graduação para Gestalt-Terapeutas  Este curso é voltado para Psicólogos que já tenham formação em Gestalt-Terapia e têm interesse em se aprofundar e ampliar seus recursos nesta abordagem.  Nosso objetivo é propiciar a oportunidade de articular na teoria e prática no atendimento clínico a adultos em grupo, casal e família, além de aprimorar sua prática no atendimento individual. Curso reconhecido pelo CFP, dando direito ao "Título de "Especialista em Psicologia Clinica" conferido pelo CRP  
    .Início: 3 de Março de 2009
    .Dia: Toda terça-feira de 18:00 hs às 21:00 hs.
    .Duração: 1 (um) ano e 6 (seis) meses.
    .Carga horária:  548 horas
    .local: Sede do IGT
              Rua Haddock Lobo, 369 Sala 709
              Tijuca - 20.260-141 - Rio de Janeiro - RJ
Informações pelos telefones: (0xx21)2567-1038 ou (0xx21) 2569-2650.


sábado, 3 de janeiro de 2009

Nos dias de chuva, Leia!!!

  • A Divina Comédia - Dante Alighieri
  • Poemas de Fernando Pessoa - Fernando Pessoa
  • A Comédia dos Erros - William Shakespeare
  • Romeu e Julieta - William Shakespeare
  • Mensagem - Fernando Pessoa
  • Dom Casmurro - Machado de Assis
  • Sonho de Uma Noite de Verão - William Shakespeare
  • O Eu profundo e os outros Eus. - Fernando Pessoa
  • A Cartomante - Machado de Assis
  • Poesias Inéditas - Fernando Pessoa
  • Cancioneiro - Fernando Pessoa
  • A Megera Domada - William Shakespeare
  • Tudo Bem Quando Termina Bem - William Shakespeare
  • A Tragédia de Hamlet, Príncipe da Dinamarca - William Shakespeare
  • A Carteira - Machado de Assis
  • Dom Casmurro - Machado de Assis
  • Do Livro do Desassossego - Fernando Pessoa
  • Macbeth - William Shakespeare
  • O pastor amoroso - Fernando Pessoa
  • A Igreja do Diabo - Machado de Assis
  • A Tempestade - William Shakespeare
  • Livro do Desassossego - Fernando Pessoa
  • O Mercador de Veneza - William Shakespeare
  • Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis
  • A Carta - Pero Vaz de Caminha
  • Cancioneiro - Fernando Pessoa
  • O Guardador de Rebanhos - Fernando Pessoa
  • Trabalhos de Amor Perdidos - William Shakespeare
  • Os Lusíadas - Luís Vaz de Camões
  • A Carta de Pero Vaz de Caminha - Pero Vaz de Caminha
  • Este mundo da injustiça globalizada - José Saramago
  • A Carteira - Machado de Assis
  • Conto de Inverno - William Shakespeare
  • A Cartomante - Machado de Assis
  • Muito Barulho Por Nada - William Shakespeare
  • Poemas Traduzidos - Fernando Pessoa
  • A Metamorfose - Franz Kafka
  • A Mão e a Luva - Machado de Assis
  • Americanas - Machado de Assis
  • Otelo, O Mouro de Veneza - William Shakespeare
  • Júlio César - William Shakespeare
  • A Cidade e as Serras - José Maria Eça de Queirós
  • Rei Lear - William Shakespeare
  • Poemas Inconjuntos - Fernando Pessoa
  • O Alienista - Machado de Assis
  • Antônio e Cleópatra - William Shakespeare
  • A Causa Secreta - Machado de Assis
  • A Esfinge sem Segredo - Oscar Wilde
  • Kamasutra - Mallanâga Vâtsyâyana
  • Poemas de Álvaro de Campos - Fernando Pessoa
  • sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

    Bom humor contagia!!!

    A Felicidade pode ser contagiante: Conceição Trucom


    Segundo um estudo publicado na revista científica British Medical Journal, pelos pesquisadores Nicholas Christakis e James Fowler, a felicidade pode ser contagiosa. Segundo os dados do estudo, a felicidade de uma pessoa pode "contagiar" aqueles com quem ela se relaciona. Os pesquisadores mediram como as redes sociais estão interligadas à felicidade dos indivíduos.

    A pesquisa revelou que o bom humor contagia aos parceiros, parentes e amigos. O estudo realizado com 5124 adultos (24 a 70 anos) sugere que a felicidade de uma pessoa influencia a felicidade daqueles que o cercam. Se um amigo seu fica feliz, e ele mora a menos de uma milha (1,6 km), aumenta em até 25% a sua probabilidade de sentir mais ânimo e felicidade.

    Essa é uma responsabilidade que poderíamos nos propor assumir para 2009. Porque se cada um tiver, para consigo, um compromisso de encarar os desafios inerentes da vida com mais realidade (mais localização, menos ilusão), bom humor e otimismo, estaremos aumentando as chances das pessoas que nos cercam estarem mais dispostas e despertas para esta mesma vibração. Esse é um efeito dominó, um contágio, bem saudável de se propagar, certo?

    Fator Felicidade 1 - A proximidade
    Foi encontrado que pessoas felizes que vivem em comum com outra(s) pessoa(s) aumentam a possibilidade da outra sentir felicidade, sejam parceiros, irmãos e parentes que moravam próximos e até vizinhos. O contágio da felicidade parece se estender até 3 graus de separação: até o amigo e o amigo do amigo.

    Fator 2 - "Núcleos Concentrados de Amor"
    Os resultados do estudo sugerem que existem "núcleos concentrados de amor" que disseminam o positivismo e esperança, que não dependem apenas da proximidade dos indivíduos.

    O mais importante é que a saúde e o bem-estar das pessoas inseridas em redes sociais podem se propagar em ondas; afetando positivamente, ou seja, contagiando a saúde e o bem-estar das outras pessoas, diz o estudo.

    O Professor Andrew Steptoe, especialista em psicologia da "University College London", afirma: "faz sentido intuitivamente que a felicidade das pessoas à nossa volta tenha impacto em nossa própria felicidade".

    Ele afirma que este estudo tem implicâncias para a saúde pública porque: "Se a felicidade é de verdade transmitida através de conexões sociais, poderia indiretamente contribuir para a propagação social da boa saúde em todos os seus aspectos" finalizou.

    Fator 3 - O compromisso pessoal
    É evidente que a desesperança e desamparo também se propaga por redes sociais, pois trata-se somente da mesma onda com polaridade OPOSTA.

    Assim, cabe a cada um de nós cuidarmos para que a conexão seja com os "núcleos concentrados de amor" e fazermos parte deste efeito dominó de saudável contágio. Afinal, o mesmo ambiente que contagiamos, nos re-torna ainda mais felizes e animados.

    Nos ligamos e fortalecemos nossos laços com os "Núcleos Concentrados de Amor" toda vez que:

    - Praticamos a Terapia do Riso!!!

    - Cuidamos bem da nossa vida: corpo (alimentação, exercícios e descanso), mente (ler, estudar, aprender, decidir), metas (amar desafios), lazer (amar se divertir e relaxar), amigos. Afinal cuidar bem da nossa vida é um ato de amor que logicamente contagia - transborda - a todos pela nossa leveza, vitalidade e gostosura, hehe!

    - Cuidamos de meditar, orar, solidarizar, fazer artes (das boas), escrever, poetisar, dançar, cantar, pintar, brincar, celebrar, caminhar (na praia, na praça, na calçada, no parque, na floresta, no quintal)...

    - Cuidamos bem do nosso tempo, valorizando-o, respeitando-o, sentindo gratidão por cada segundo de nossa vida, cada momento, cada sensação, cada sinal que a vida nos oferece para aprender, transformar e curar.

    - Cuidamos atentamente, amorosamente das nossas escolhas, decisões e semeaduras. Parabéns, pois ao realizar este cuidado significa que os 3 primeiros cuidados já estão acontecendo.

    - Praticamos a Terapia do Riso!!!

    Entretanto, cada vez que DESLIGAMOS o contato com todos os "Núcleos Concentrados de Amor", mudamos nossa polaridade e:

    - Ficamos ligados ou identificados com os Núcleos do Consumismo e Imediatismo;
    - Ficamos fascinados pelos modelos e ícones destes núcleos de ilusão, desamor e destruição;
    - Ficamos fascinados (dependentes) por alimentos industrializados, processados e de origem animal;
    - Ficamos desanimados (sem anima ou alma), impotentes, empobrecidos em todos os valores e desamparados.

    Dói reconhecer, mas é verdade!
    Sem se reconhecer como parte de uma engrenagem infeliz, ou sem viver esta dor da conscientização, não tem como desligar e mudar a frequência. Não tem como ser feliz e ser um magnânimo CONTAGIADOR da felicidade.

    Cada vez que deixamos de ler, meditar, brincar com nossos filhos ou exercitar-se para: ver TV, assistir novelas, noticiários e quilos de comerciais; deixamos de ser um potencial contagiador de Amor e Felicidade e passamos a ser um contagiado pelo capitalismo selvagem.

    Cada vez que deixamos de nos alimentar com alimentos naturais e saudáveis para nos entupirmos de açúcar, chocolate e fast food, deixamos de ser um potencial contagiador e passamos a ser um contagiado, uma vítima empobrecida (literalmente) e vulnerável pela indústria da doença.

    Cada vez que deixamos de investir em cultura, autoconhecimento e plantar/colher para: comprar "desnecessariedades"; nos tornamos mais ignorantes e estressados, para pagar as contas das "desnecessariedades"; no final de cada mês.

    Bem, esta é a minha mensagem para 2009: Contagiar de Felicidade e Bom Humor!!!

    E não esqueçam do projeto Quero viver num planeta que RI, criado em 2001, que em 2009 irá se materializar em livro.

    Pratique!!!