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quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Criatividade...mãe e pai da Arte!


Jean-Luc Cornec

Ele encontrou uma maneira curiosa de reciclar velhos aparelhos de telefone. O trabaho se chamaOvelhas-Telefone e está exposto no Museu de Comunicação de Frankfu


quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Conheçam Judith Plentz!!!

"A prática artística traz em si a necessidade de se submeter à ações corajosas, criativas e ordenadoras que liberam conteúdos muitas vezes desconhecidos.:: A arte como instrumento terapêutico.:: A instrumentação do profissional - Arteterapeuta.
A realidade expressa na arte (espelho da alma) muito pode comunicar, exercendo uma função no processo terapêutico, principalmente quando outros meios, o pensamento, a palavra estão em desordem ou falha."( J. Plentz)
Hoje eu conheci Judith Plentz, e gostaria que todos os que acompanham este blog a conhecessem. Estou sempre agradecendo ao universo pelas pessoas que ele me trouxe e faço isto mais uma vez por sentir uma grande afinidade de alma com ela e com a Letícia. Aqui está o endereço: http://www.judithplentz.com.br/001_arteterapia.htm

terça-feira, 21 de outubro de 2008

American Association of Art Therapy (Associação Americana de Arteterapia):

“De Acordo com o texto recentemente atualizado, Arteterapia baseia-se na crença de que o processo criativo envolvido na atividade artística e terapêutica é enriquecedor da qualidade de vida das pessoas. Arteterapia é o uso terapêutico da atividade artística no contexto de uma relação profissional por pessoas que experienciam doenças, traumas ou dificuldades na vida, assim como por pessoas que buscam desenvolvimento pessoal. Por meio do criar em arte e do refletir sobre os processos e trabalhos artísticos resultantes, pessoas podem ampliar o conhecimento de si e dos outros, aumentar sua auto estima, lidar melhor com sintomas, estresse e experiências traumáticas, desenvolver recursos físicos, cognitivos e emocionais e desfrutar do prazer revitalizador do fazer artístico.Arteterapeutas são profissionais com treinamento tanto em arte como em terapia. Têm conhecimento sobre desenvolvimento humano, teorias psicológicas, práticas clínicas, tradições espirituais, multiculturais e artísticas e sobre o potencial curativo da arte. Utilizam a arte em tratamentos, avaliações e pesquisas, oferecendo consultoria a profissionais de áreas afins.Arteterapeutas trabalham com pessoas de todas as idades, indivíduos, casais, famílias, grupos e comunidades. Oferecem seus serviços individualmente e como parte de equipe de profissionais em contexto que incluem saúde mental, reabilitação, instituições médicas, legais, centro de recuperação, programas comunitários, escolas, instituições sociais, empresas, ateliês e prática privada. (AATA, 2003)”.Conheça o novo site da Tenda:www.tendaarteterapia.com.br

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Reduzindo Danos Sociais com a Terapia Comunitária

Redução de Danos Sociais através da Terapia Comunitária, este será o tema sobre o que falará Adalberto de Paula Barreto- Doutor em Psiquiatria pela Universidade René Descartes - (Paris/França) - Doutor em Antropologia pela Universidade de (Lyon/França)- Licenciatura em Teologia - Universitas Santo Thomas de Aquino In Urbis(Roma/Itália)- Professor de graduação e pós-graduação de Medicina Social da UFCE- Coordenador do Movimento Integrado de Saúde Mental Comunitária do Ceará- Coordenador do Centro de Estudos da Família do Ceará.


Conheci o seu trabalho no Congresso de Terapia Comunitária do ano passado e desde então tento estar sempre em contato com esta dinâmica de trabalho que vem muito bem ao encontro da arteterapia. Em seu livro "Um Indio Que Vive em Mim", fala muito sobre a gênese deste trabalho mostrando os caminhos por ele percorridos até a elaboração desta metodologia revolucionária, libertária e acessivel a realidade econômica Brasileira.


Quem quiser conhecê-lo vá a esta conferência que se realizará dia 16 de outubro-quinta-feira-às 19:30 horas, no Plenarinho da Assembléia legislativa do Rio Grande do Sul. O ingresso custa R$15,00...


Dias 18 e 19 de outubro ele ministrará o curso vivencial:"Cuidando do Cuidador" no Balneário Pinhal- RS: Rua Navegantes, nº 636Centro
INVESTIMENTO: R$455,00.
MAIS INFORMAÇÕES:Av. Nova York, 339 Porto Alegre/RS
Fones: (51) 3342-1234 e 3343-3737 caif@terra.com.br

domingo, 12 de outubro de 2008

FELIZ DIA DA CRIANÇA!!!!!!!!!!!! !

Vendo as coisas com outros olhos!!!


Eni D’ Carvalho 
Não toque. Don’t Touch. No toque. Non tocchi. Ne touchez pas. Desculpem aí eventuais erros mas placas como essas estão espalhadas em todos os museus e galerias ao redor do mundo. Nem imagino como serão em japonês ou árabe mas estarão lá. Claro que isso é perfeitamente justificável no sentido de preservar obras de arte que não resistiriam aos milhões de toques se não est

ivessem protegidas por vidros, barreiras e correntes de isolamento, alem das placas de aviso.O que restaria da Mona Lisa se estivesse ao alcance de todos os seus visitantes? As

 placas são, portanto, uma advertência óbvia e necessária no sentido de preservar patrimônios irrecuperáveis. Mas o que dizer àquelas pessoas que não podem ver, para as quais o amarelo de van Gogh não pode ser traduzido? Que sentido tem a palavra vermelho para aqueles que nunca distinguiram as cores? Essas pessoas, alem da visão, estão também privadas da arte? Na maior parte das vezes, infelizmente, a resposta é um categórico e incomodativo sim. Esse sim é de tal forma incomodativo para Eni D’ Carvalho

 que ela mal começou sua vida de artista, redirecionou todo o seu talento e criatividade procurando atingir o 

coração dessas pessoas.

Veja com as mãos. Talvez você encontre uma placa assim em Braille em uma exposição organizada por Eni D’ Carvalho – vendo com os olhos do coração

Eni D’ Carvalho usa texturas, formas, aromas, movimentos, vibrações, temperatura, resistência, peso, relevos, reentrâncias e proeminências, dimensões, acidentes, contornos, configurações, sons, música e seja lá o que venha em sua mente criativa para fazer-se perceber por aqueles que não podendo ver com o

s olhos, mantém abertas as portas do coração e da sensibilidade, da inteligência e da curiosidade, para perceber o mundo com os sentidos e com as capacidades que lhes estão disponíveis. A julgar pelos comentários deixados pelos que visitaram suas exposições os resultados ultrapassam amplamente o nível do bom e beiram a classificação do fantástico.

Tridimensionalidade – necessidade óbvia

O trabalho de Eni D’ Carvalho é feito para ser tocado, exatamente por conta da idéia central de destinar-se aos deficientes visuais. Isso significa um desprezo pelas cores? Em absoluto. É fácil perceber a intenção da tridimensionalidade mas é fácil também perceber-se o entusiasmo pelas cores vibrantes e absolu

tamente tropicais que emprestam aos quadros um visual também bonito. Pode sentir-se o trabalho da artista de todas as maneira e em todas elas o efeito é poderoso. Mas certamente ela já pensa em mudar tudo isso porque deseja sempre inovar e desafiar os interlocutores para novas formas de percepção. O que inventará agora? Não sabemos. Provavelmente ela também não mas fazemos um julgamento por uma frase que nos mandou: “quando a gente acha que sabe todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas.”

E você? De que maneira está olhando tudo isso? - desafio

Os depoimentos são definidores. “A exposição deve ter o nome de “Luz da Alma”, pois permite ao deficiente visual em sua visão imaginária, idealizar uma obra de arte , uma vez que as obras de artes normais não podem ser tateadas.” Ficamos a comparar qual o mais importante para o sentir, se o tato ou a visão e a resposta, aparentemente óbvia, tem lá motivos para muitos devaneios da imaginação. A artista Eni D’ Carvalho nos oferece um trabalho bonito que ultrapassa uma barreira que só raramente é sentida. Na maior parte das vezes quando os artistas pensam em formas e cores, lembram apenas de uma maneira peculiar de percepção com os olhos. E nas galerias, coloca-se imediatamente uma placa estabelecendo limites: “não toque”. Eni arranca a placa e atinge um outro universo, desconhecido para a maior parte de nós.

Museu BlindArt na Inglaterra - Invisuais

Claro que não é a única pessoa a preocupar-se com isso. Na Inglaterra, o BlindArt é uma instituição destinada a produzir e oferecer um ambiente de artes visuais para aqueles que não podem ver, produzida por artistas que também não podem ver e por artistas que tentam compreender essa limitação e suplanta-la, como faz Eni. Conhecido mundialmente o museu promove exposições sistemáticas e cria um ambiente de trabalho profissional, desenvolvendo atividades de largo alcance, sem discutir o que é mais importante, o tato ou a visão, porque esse debate não tem resposta definitiva e nem importa como coisa prioritária. Cada um deve exercer a sua capacidade, vendo com os olhos da alma. É isso o que Eni D’ Carvalho faz. Alem de usar texturas, cheiros, sons, tudo o que pode ser percebido com os outros sentidos, sem perder o contato com as cores, mistura tudo com as vibrações do seu espírito. E consegue ser eloqüente.

Eni D’ Carvalho - ferthi@pib.com.br          

Por Ronaldo Carneiro Leão – vendo as coisas com outros olhos 
E Rê Rodrigues - sentindo com os olhos da alma                                                

 

Olhar Junguiano para a sétima arte!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Teste do Olhinho - Sábado dia 11/10/2008

A Porta (kira Burro)


"Numa terra em guerra, havia um rei que causava espanto.Cada vez que fazia prisioneiros, não os matava, levava-os a uma sala, que tinha um grupo de arqueiros em um canto e uma imensa porta de ferro do outro, a qual haviam gravadas figuras de caveiras cobertas por sangue.Nesta sala ele os fazia ficar em círculo, e então dizia:
-“Vocês podem escolher morrer flechados por meus arqueiros, ou passarem por aquela porta e por mim lá serem trancados”.
Todos os que por ali passaram, escolhiam serem mortos pelos arqueiros.Ao término da guerra, um soldado que por muito tempo servira o rei, disse-lhe:
- Senhor, posso lhe fazer uma pergunta?Diga, soldado.O que havia por de trás de assustadora porta?
Vá e veja.O soldado então a abre vagarosamente, e percebe que a medida que o faz, raios de sol vão adentrando e clareando o ambiente, até que totalmente aberta, nota que a porta levava a um caminho que sairia rumo a liberdade.
O soldado admirado apenas olha seu rei, que diz:
- Eu dava a eles a escolha, mas preferiram morrer a arriscar abrir esta porta.Quantas portas deixamos de abrir pelo medo de arriscar?
Quantas vezes perdemos a liberdade e morremos por dentro, apenas por sentirmos medo de abrir a porta de nossos sonhos?
Não faça a escolha errada, por medo de ousar. A sua felicidade, e a sua realização como pessoa, só dependem de você..."
“Acalente sonhos. Seu futuro está em suas mãos”.


(Este texto lindo pertence à arteterapeuta e artista plática Kira Burro que mora em Gramado-RS. Dá uma espisdinha no blog dela pra ver um pouco do que ela faz... http://arteterapiacomkira.blogspot.com/)



VIII CONGRESSO BRASILEIRO DE ARTETERAPIA
INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES NO SITE ABAIXO
www.vjs.com.br/arteterapia

Acontecerá no período de 12 a 15 de novembro de 2008,
no Espaço de Eventos do Hotel Laje de Pedra,
na cidade de Canela no Rio Grande do Sul

terça-feira, 7 de outubro de 2008

ARTETERAPIA na Zero Hora !!!

Porto Alegre, 06 de setembro de 2008 | N° 15718

Pintando para a liberdade

Oficinas supervisionadas por arteterapeutas estimulam a sociabilidade e resgatam a auto-estima de pacientes com transtornos psiquiátricos graves

Os maus resultados e o isolamento na escola eram um sinal de que Gilson de Oliveira Treméa, 36 anos, era diferente das outras crianças. Na juventude, a agressividade repentina insistia em provar que essa diferença era maior do que a família podia supor e com a qual o menino podia lidar. Enquanto médicos erravam o diagnóstico, o jovem abandonou os estudos, teve de deixar um emprego, depois, outro, e viu os amigos se afastarem.

A esquizofrenia esvaziou a agenda de Gilson.

Depois de cerca de cinco anos de investigação médica e mais de R$ 9 mil gastos em remédios e consultas particulares, finalmente a doença foi detectada. Há mais de três anos, o paciente foi encaminhado, por um médico da rede municipal de Alvorada, a oficinas de arteterapia em Porto Alegre. Desde então, as aulas nas quartas e quintas-feiras passaram a ocupar a semana inteira de Gilson.

Quando não está no Projeto Vivendo e Reaprendendo, do Centro de Prevenção e Intervenção em Psicoses (CPIP), no bairro Rio Branco, na Capital, está em casa contando ao pai e aos vizinhos sobre os eventos realizados na entidade ou sobre suas produções no encontro anterior.

– Esse projeto é uma beleza. Ele ficou mais calmo, controlado, e voltou a falar com as pessoas, porque antes não era muito conversador – comemora o pai, o aposentado Victório Angelo Treméa.

Com o Ensino Médio incompleto, um emprego de ascensorista e um curso de bateria para automóveis no currículo, Gilson jamais tivera contato com as artes plásticas antes do projeto. Descobriu o gosto pela pintura – e o talento – nas aulas supervisionadas pela psiquiatra Sandra Maria Soares, presidente fundadora do CPIP.

Na entidade onde cerca de 15 voluntários trabalham para atender 30 pacientes, ele ganhou, além de uma nova rotina, novos amigos, e recuperou a auto-estima. Os ônibus que têm de pegar para chegar ao Centro e o horário a cumprir dão a Gilson a autonomia e a responsabilidade necessárias nos afazeres da casa onde mora sozinho, próxima à do pai, em Alvorada. Mas as atividades do projeto lhe devolveram muito mais do que essa independência.

– Com a doença, ele acaba ficando fora da vida social. Não tem namorada, não estuda, não trabalha, isso tudo que preenche nossa vida e é tão gostoso. De certa forma, o projeto devolveu a pulsão da vida ao meu irmão – conta a psicopedagoga Gisele Treméa Vargas, 43 anos.

Ele conta que gosta do ambiente tranqüilo do CPIP, “onde ninguém o incomoda”, e, ao mesmo tempo, adora conversar com os voluntários e colegas. Nos recessos de inverno e verão, tem saudade das aulas e preenche o tempo com partidas de canastra, filmes aos quais assiste em casa e responsabilidades passadas pelo pai, como pagar contas no banco ou ir ao supermercado.

Ao falar sobre a evolução no quadro clínico dos doentes, Sandra abre um sorriso e conta a história de outra paciente do Sistema Único de Saúde, Maria Jurema Martins Teixeira, 48 anos. Portadora de transtorno do humor, ela começou no projeto há três anos, apresentando um quadro de depressão gravíssimo que a levou à tentativa de suicídio.

– Pagamos um curso para que ela aprendesse a mexer na máquina de costura. Depois, outro para aprender o corte. Começou com a ajuda das voluntárias e hoje produz sozinha, em casa, bolsas de tecido – conta Sandra.

Nos bazares dos quais a ONG participa, Maria fica responsável pela banca das bolsas e voltou a trabalhar na loja da irmã como vendedora, profissão que tinha antes de a doença surgir.

domingo, 5 de outubro de 2008

VIII Congresso Brasileiro de Arteterapia

O VIII Congresso Brasileiro de Arteterapia será realizado no período de 12 a 15 de novembro de 2008, no Espaço de Eventos do Hotel Laje de Pedra, na cidade de Canela no Rio Grande do Sul.

Terá por tema ARTETERAPIA: conhecer e reconhecer sob o ponto de vista de diferentes linhas teóricas; abrangendo públicos e campos do saber diferenciados, nas áreas de saúde, educação e trabalho.

Pensar, dialogar e construir sobre tal diversidade nos move na condução deste Congresso. Para tanto, propomos compartilhar nosso fazer Arteterapêutico, nossas reflexões, dúvidas e experiências, na busca contínua da construção substantiva dessa, que entre nós, ainda é uma profissão nova.